No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas, torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas. O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune. Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos numa cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual". Aos 57 anos, Dana vive em Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade de Harvard, com pós-graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para português. QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho. Ela falou à EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suécia, em 1971, que representa 1 milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo. Eis os principais trechos da entrevista: O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações. De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas. É uma área ligada à experência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais. Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional. Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras. É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento. Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual. Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação. A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular. Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso. A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana. Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções. A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual. Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios. Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo.2. São levadas por valores. São idealistas.3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade.4. São holísticas.5. Celebram a diversidade.6. Têm independência.7. Perguntam sempre "por quê?"8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo.9. Têm espontaneidade.10. Têm compaixão.
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Fontes: http://elisabethlicata.bloguez.com/ElisabethLicata/613163/INTELIG-NCIA-ESPIRITUAL-Dana-Zohar
II - Os doze princípios da inteligência espiritual por Danah Zohar
Os 12 princípios da inteligência espiritual por Danah Zohar“Ecologia interior” não é para místicos e esotéricos. Os palestrantes da primeira mesa do II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, que está sendo realizado em São Paulo, concordam que é preciso avançar nas questões sociais antes de se pensar em resolver os conflitos envolvendo meio ambiente. Respeito a diversidade, apego à arte e as coisas belas e postura individual voltada pela paz: esse foi o tom das falas, mas um eu voltado à conexão com o universo.Viagem? Muito inspiradora, na fala da física e filósofa americana Danah Zohar. Formada pelo MIT – Massachusetts Institute of Technology, dá aulas sobre liderança em Oxford, na Inglaterra, e escreve livros sobre física quântica – alguns já publicados no Brasil (clique aqui para vê-los). Deu uma “aula” estimulante não sobre ecologia, mas sobre inteligência espiritual – tão necessária para que a as ações pelo meio ambiente encontrem eco em toda a sociedade.“Inteligência espiritual tem a ver com o que eu sou, com os meus valores”, lembra a pensadora, que avisa: precisamos alimentar essa inteligência para motivar a cooperação – entre a família, a comunidade, os países. Só assim vamos encontrar soluções positivas para o planeta, e nos encontrar nessa busca também.Acompanhe o que Danah expôs sobre os princípios da inteligência espiritual – e motive-se!1.Tenha pensamentos positivos, sempre. Não pense como vítima das circusntâncias, pense que sofrer é uma oportunidade de ser forte. “A crise econômica atual” é uma oportunidade de pensar nossos valores”, lembra Danah.2. Descubra quem você é. O que me faz levantar de manhã? Para que eu vivo, por o que daria minha vida? O que me motiva para fazer coisas todos os dias? Quem eu sou realmente? Comprar, trabalhar, sair com os amigos faz parte de nosso universo, mas o “ser” é mais do que isso. Quando eu digo “minha vida é minha oração”, significa saber que minha vida é um ´presente de Deus e que precisamos fazer a diferença nesse planeta.3. Tenha humildade. Precisamos saber que o que fazemos parte de um sistema, e que precisamos prestar atenção nos outros, lembrando que existem diversos pontos-de-vista – não o seu, unicamente.4. Viva a compaixão. A origem dessa palavra significa “sentir com”. Sentir a dor do outro como se fosse a sua dor. “Eu não somente cuido dos pobres, eu sou pobre. “O planeta é parte de mim – nascemos quando o Big Bang surgiu”. Lembre-se sempre: eu sinto que sou você, e que você sou eu.5. Reveja seus valores. Precisamos pensar menos em “eu, mim” e mais em “nós, nossos”. E precisamos rever nossos valores para servir uns aos outros. Compo fazer isso? “Pergunte a você mesmo, qual é o melhor que você pode dar”.avisa a filósofa.6. Viva o presente. Tire o peso do passado e das preocupações – e.viva o agora!7. Estamos conectados, e o jeito que vivo minha vida afeta a vida do outro. “Se me sinto negativo, espalho essa negatividade para minhas relações, minha comunidade. Mas se me sinto esperançosa e que posso fazer melhor, espalho essa atitude para as outras pessoas”.8. Responda a uma questão fundamental: sempre perguntar porquê! Nós nos fechamos a verdade se não questionamos.9. Mude a sua mente, seus paradigmas, e coloque seus pontos-de-vista sob uma nova perspectiva. Isso é muito necessário no meio empresarial, destacou Danah. “Precisamos de uma revolução do pensamento também nas lideranças e na educação”. Educação significa memorização, imposição? Ou é ajudar as crianças a fazerem boas perguntas? “A mídia também precisa rever o seu papel e ajudar as pessoas a formarem consciência crítica.10. Valorize seus princípios, mesmo que sejam impopulares. Entretanto, não seja arrogante de que está certo, mas questione-se. Escute os outros, mas veja o que você quer acreditar, para o que você quer lutar.11. Celebre a diversidade. Isso não significa numa empresa, por exemplo, colocar uma mulher ou negro num cargo alto, mas construir um pensamento do que significa a diferença para você, e o que ela tem a te ensinar. Dizer “obrigada por ser diferente, por me fazer questionar a mim mesmo”.12. Descubra a sua vocação, o seu propósito de vida e em como você pode fazer a a diferença. “Você não precisa ser o Gandhi ou o Barack Obama. Cozinhar um bolo pra sua família, um pai que vai brincar com seu filho, dando o seu melhor, é uma maneira de servir a humanidade com o melhor que temos”.Para terminar, um recado aos educomunicadores e educadores em geral: “eu chamo a todos para a revolução não-violenta, onde as novas tecnologias podem mudar o mundo, sim, e que é preciso acreditar que você pode fazer a diferença”.
fonte: http://belezasustentavel.wordpress.com/
NAMASTÊ! Este Blog é destinado aos frequentadores e amigos do Espaço de Yoga Ganesha Shala. Aqui podemos trocar conhecimentos, experiências e informações sobre o universo do yoga. SEJA BEM VINDO!
Ganesha simboliza a sabedoria, inteligência, amor, fertilidade e prosperidade. É o primeiro a ser invocado nas cerimônias para garantir o sucesso em qualquer empreendimento. Ele destrói todos os obstáculos materiais e espirituais. Os indianos dedicam à Ganesha o dia 9 de setembro para homenageá-lo (é feriado na Índia e as festividades duram uma semana)... veja "A História de Ganesha" postado no Blog em julho/2009
“O Yoga acredita em transformar o individual antes do universal.
Qualquer mudança que nós quisermos que aconteça fora de nós, deve primeiramente acontecer dentro de nós.
Se você caminha em paz e expressa esta paz em sua vida cotidiana, outros verão você e certamente aprenderão algo.”
“O Yoga acredita em transformar o individual antes do universal.
Qualquer mudança que nós quisermos que aconteça fora de nós, deve primeiramente acontecer dentro de nós.
Se você caminha em paz e expressa esta paz em sua vida cotidiana, outros verão você e certamente aprenderão algo.”
terça-feira, 2 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
GUIA POSTURAL
NATARAJASANA – postura de Shiva bailarino
COMO FAZER:
A partir de tadasana, de pé com as pernas esticadas e os pés apoiados no chão;
Leve o pé direito para trás e segure-o com a mão direita, puxe o pé o mais alto que você conseguir permanecendo com a perna esquerda esticada. O Braço esquerdo pode ficar paralelo ao solo ou esticado para cima. Permaneça respirando com consciência e concentração.
BENEFICIOS:
Trabalha concentração e equilíbrio, flexibilidade e distensão da musculatura da perna e virilha, atua também no grande reto abdominal. Nos aspectos psicológicos, evoca as qualidades de Shiva relacionadas a paciência e desapego
A partir de tadasana, de pé com as pernas esticadas e os pés apoiados no chão;
Leve o pé direito para trás e segure-o com a mão direita, puxe o pé o mais alto que você conseguir permanecendo com a perna esquerda esticada. O Braço esquerdo pode ficar paralelo ao solo ou esticado para cima. Permaneça respirando com consciência e concentração.
BENEFICIOS:
Trabalha concentração e equilíbrio, flexibilidade e distensão da musculatura da perna e virilha, atua também no grande reto abdominal. Nos aspectos psicológicos, evoca as qualidades de Shiva relacionadas a paciência e desapego
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Mais que uma oração
Não quero que a desesperança se aconchegue em meu peito como se fizesse parte de mim.
Quero sim, e quero agora mesmo, sorrir de qualquer jeito e acreditar no amor que habita em mim.
Que a falta que sinto não se transforme na ausência assimilada de Drummond e que minha fé seja tão intensa quanto a do guardador de rebanhos de Alberto Caieiro.
Não quero que as ervas daninhas envolvam meu corpo e limitem meu olhar.
Que meu corpo não perca o equilíbrio e o movimento preciso em todas as direções;
Que ele saiba ir e vir,
E na volta, que seja aprendida a lição.
Que minha mente se concentre no momento presente e desta forma seja possível viver um dia de cada vez.
Que minha alma permita cultivar a paz interior e saiba transmití-la aos que precisarem de mim.
Que a paciência seja minha principal virtude e que eu tenha a certeza em meu coração de que a espera não será constante e nem será em vão.
Quero sim, e quero agora mesmo, sorrir de qualquer jeito e acreditar no amor que habita em mim.
Que a falta que sinto não se transforme na ausência assimilada de Drummond e que minha fé seja tão intensa quanto a do guardador de rebanhos de Alberto Caieiro.
Não quero que as ervas daninhas envolvam meu corpo e limitem meu olhar.
Que meu corpo não perca o equilíbrio e o movimento preciso em todas as direções;
Que ele saiba ir e vir,
E na volta, que seja aprendida a lição.
Que minha mente se concentre no momento presente e desta forma seja possível viver um dia de cada vez.
Que minha alma permita cultivar a paz interior e saiba transmití-la aos que precisarem de mim.
Que a paciência seja minha principal virtude e que eu tenha a certeza em meu coração de que a espera não será constante e nem será em vão.
Andreza Plais
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
MAHASHIVARATRI
Todos os meses, a noite anterior ao dia da Lua Nova é chamada Shivarátri, a noite de Shiva. Uma vez ao ano, no mês de fevereiro/Março, há um dia e uma noite inteiros dedicados a Shiva, chamados Mahashivarátri.Esse dia é de orações, rituais e ascetismo, sendo também utilizado para a iniciação de Sannyasis, ou renunciantes, e para reafirmar propósitos de busca espiritual. No dia de Mahashivarátri são observados o silêncio e o jejum, além de outras práticas religiosas. Durante o dia são realizados rituais e à noite há um Árathi ritual simples com fogo, cânticos e distribuição de Prasada, alimento oferecido (consagrado) e depois distribuído entre os participantes.
Nos templos, o Mantra OM Namah Shivaya ('OM, Saudações a Shiva') é repetido numa corrente contínua até a meia-noite.
Se acredita que qualquer um que profere o nome de Shiva durante Shivratri com devoção pura é libertado de todos seus pecados. E assim, alcançando a morada de Shiva e liberado do ciclo de nascimento e morte.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A relação entre Yoga e Meio Ambiente
Texto de Tales Nunes
O Yoga é muito mais do que uma prática corporal, é um estilo de vida. E como um estilo de vida, abarca não apenas o âmbito individual, mas o coletivo. Um indivíduo que tenha um comprometimento com uma vida de Yoga tem influência nas pessoas ao seu redor e no ambiente em que está inserido. Vejamos então como a prática de Yoga está vinculada a uma atitude ecologicamente ética e a uma aproximação da natureza.
O Yoga propõe uma conduta ética que é balizada por valores que chamamos de yamas. Entre estes, estão a não-violência e o desapego. Existem outros valores yogis, mas a incorporação de apenas esses dois no nosso dia-a-dia é em si uma postura revolucionária, de transformação ambiental coletiva.
Compreender o que é desapego e incorporar esse valor nos mostra que podemos levar uma vida muito mais simples do que levamos. Ajuda-nos a ver os bens materiais de maneira mais objetiva, colocando o valor de uso acima do fetiche. E isso faz com que tenhamos a lucidez para consumirmos menos, o que significa poupar a natureza e poluir menos. Por sua vez, viver a não-violência é fundamental para que preservemos e tentemos evitar causar dano a qualquer tipo de manifestação de vida.
E como ferramenta de transformação, o Yoga nos oferece, também, uma ampla gama de práticas corporais. A partir da consciência do nosso corpo, da nossa respiração, do espaço que ocupamos no mundo, o Yoga ajuda a nos conectar com os ritmos e as forças da natureza. Além disso, por meio da meditação e do questionamento, o Yoga nos coloca numa postura de reflexão sobre qual é o nosso papel individual e social na vida. São muitos os relatos de praticantes de Yoga que mudaram completamente o seu estilo de vida, simplificando-o.
São freqüentes os casos de pessoas que pararam de comer carne, outras que largaram seus trabalhos, pois descobriram que estes não faziam mais sentido em suas vidas (muitas vezes por serem trabalhos eticamente questionáveis) ou mesmo que saíram da cidade e foram morar junto à natureza. Há diversas histórias também de yogis que permaneceram nas cidades, mas engajaram-se em trabalhos sociais ou ambientais.
Em Curitiba, temos um grupo de yogis engajados na campanha a favor do uso da bicicleta e do movimento "Jardinagem Libertária", em prol de uma ocupação mais humana dos espaços públicos urbanos. Estas são pessoas que fazem a diferença e não esperam pelo poder público para realizar as mudanças que o nosso planeta pede hoje. A transformação que precisamos realizar é muito mais urgente do que a aparelhagem estatal consegue efetivar. E é justamente nesse ponto que entra o Yoga, tocando as pessoas e mobilizando-as a mudar, a fazer diferente, a fazer mais consciente.
Hoje a causa ambiental está em cena. Empresas que poluem, exploram e degradam o meio ambiente apresentam uma imagem de responsabilidade social e ambiental. Outras tantas usam esse filão para vender mais dos seus produtos. O que é um paradoxo, pois quanto mais consumimos, mais degradamos. Ou seja, está na moda ser "ecológico" e nós sabemos exatamente o que fazer, coletivamente e individualmente, para minimizar os danos que estamos causando no nosso planeta. Porém, parece haver um fosso enorme entre a teoria e a prática. Esquecemos que as grandes transformações são feitas a partir de pequenos atos cotidianos. E assim seguimos querendo mudar o mundo, com o discurso mudado, totalmente consciente, porém sem querer abrir mão de muitos dos nossos confortos.
Vejo o Yoga, nesse sentido, como um educador, um disciplinador. Um disciplinador do nosso corpo, ensinando-nos a nos alimentarmos melhor e a consumirmos alimentos de boa procedência (que agridam o mínimo o meio ambiente e que sejam saudáveis ao nosso corpo). Um disciplinador da nossa mente, refreando os nossos desejos, ensinando-nos que consumir não nos faz mais felizes, como nos insiste em inculcar as propagandas. Acredito, portanto, que o Yoga pode promover a ponte entre a teoria e a prática, justamente pela disciplina física, mental e emocional que promove.
Uma das razões do nosso planeta estar na situação de degradação atual é o nosso antropocentrismo, a nossa idéia equivocada de que podemos controlar a natureza. Achamos ser uma espécie superior às demais e olhamos a natureza como "recurso", que está aí para nos servir e ser usado por nós para suprir os nossos desejos que, vale ressaltar, não são necessidades, são luxos. E por causa disso, os espaços naturais foram reduzidos. E antes o que nos englobava, florestas, vegetação natural, foi por nós englobado, cercado, demarcado, restringido.
A nossa ciência entende e manipula aspectos isolados da natureza. O todo, a compreensão global, o encadeamento de causas e conseqüências mais distantes e a longo prazo, nos é, na maior parte dos casos, desconhecida, ou no máximo especulada. Compreendendo isso, Goethe disse: "A natureza reservou para si tanta liberdade que não estamos em condições de competir com ela em toda a sua extensão ou de acossá-la com o nosso saber e nossa ciência".
A filosofia yogi traz consigo essa consciência. Que é a consciência de unidade entre todas as manifestações de vida, entre nós e a natureza. E, a partir disso, não comer carne não nasce de uma atitude de ativismo ambiental - apesar de hoje haver argumentos de preservação ambiental suficientes para pararmos de comer carne -, mas de uma atitude de reverência a todas as manifestações de vida, de respeito à natureza.
E mesmo sendo vegetarianos, estamos às avessas com o que escolhemos para nos alimentar. Quando moramos em cidades e não produzimos o nosso próprio alimento, perdemos a consciência sobre a cadeia alimentar. Os alimentos chegam a nossas mãos praticamente prontos. Assim, perdemos também a consciência sobre todo o processo de produção do alimento. É isso que faz com que a criancinha que vive na cidade se sinta maravilhada ao descobrir que o ovo vem da galinha. Ou que faz com que ela ignore que a carne que ela come vem do mesmo bichinho que ela vê nos desenhos animados da televisão. Esses são exemplos grotescos, mas o fato é que hoje é difícil monitorar a forma como é produzido o que comemos. Especialmente no nosso país, onde não podemos confiar nos órgãos públicos reguladores que deveriam garantir a qualidade do que é produzido. Cabe a nós buscar, vegetarianos ou não, pesquisar e procurar consumir alimentos frescos, de preferência não industrializados e de pequenos produtores locais, para podermos saber a origem do que nós consumimos.
Consumo consciente não se restringe aos alimentos, inclui muita atenção diária e reflexão sobre o que realmente necessitamos, o que é superficial e o que é necessário. Precisamos ter claro o valor que os objetos realmente têm para nós. Como indivíduos, cidadãos e yogis temos esse comprometimento com a coletividade e com o meio ambiente. E se agirmos (consumirmos) conscientes e pensando não só em nós, mas no todo, já estamos fazendo muito. Consumir consciente é uma grande força de reivindicação que nós temos e o Yoga pode ser uma importante ferramenta que nos mantém alertas, despertos, com o pensamento voltado para nós e para o Todo.
Tales Nunes ministra cursos de Formação em Yoga, é mestre em Antropologia e edita os Cadernos de Yoga.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
O QUE DEUS ME DITA

Olho para o céu,
peço que alguém me escute,
Faço uma prece,´
È Inútil
A voz que preciso escutar não vem do alto, vem de dentro;
Faço uma oração
Olho para o céu,
vejo apenas estrelas;
Peço novamente que alguém me escute
É em vão,
Então fecho meus olhos e vejo pontos luminosos na imensidão;
Serão estrelas dentro de mim?
Agora sei que posso pedir e serei ouvida;
Profundo silêncio,
apenas o som do ar entrando.
O céu está dentro de mim.
Aquele que me escuta também;
Meu corpo se aquece,
É noite, mas posso sentir o sol
Fico a meditar,
Respiro,
Ainda não sei se sou fogo ou se sou ar.
peço que alguém me escute,
Faço uma prece,´
È Inútil
A voz que preciso escutar não vem do alto, vem de dentro;
Faço uma oração
Olho para o céu,
vejo apenas estrelas;
Peço novamente que alguém me escute
É em vão,
Então fecho meus olhos e vejo pontos luminosos na imensidão;
Serão estrelas dentro de mim?
Agora sei que posso pedir e serei ouvida;
Profundo silêncio,
apenas o som do ar entrando.
O céu está dentro de mim.
Aquele que me escuta também;
Meu corpo se aquece,
É noite, mas posso sentir o sol
Fico a meditar,
Respiro,
Ainda não sei se sou fogo ou se sou ar.
Andreza Plais
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Asteya: cultivando a honestidade
Texto de Camila Reitz divulgado no site http://eyoga.uol.com.br
O assunto deste texto é asteya, o terceiro dos Yamas (princípios éticos do Yoga), estes princípio traz a observância para não roubar. Parece muito simples e temos quase a certeza de que esse princípio seguimos sem dificuldades, pois não roubar é ser honesto. E veja o que Patañjali escreve no Yoga Sutra sobre este principio:“Quando a honestidade estabiliza-se firmemente [no yogi], todas as jóias [riquezas] fluem em sua direção.”Honestidade é um dos princípios básicos do Yoga e quando se pratica este principio muitas riquezas surgem para nós. Assim como os outros princípios, este abrange vários aspectos da vida do yogi. É muito fácil perceber que não pegamos nada de ninguém a força, com um ladrão faz. Mas será que não estamos pegando pertences de outros sem nem mesmo perceber? E se pensarmos em políticos que roubam dinheiro de pessoas que morrem em hospitais públicos, isso é revoltante. Será que levamos realmente a sério a questão não roubar, ou simplesmente fingimos saber que não roubamos. Na adolescência quem já não pagou uma conta errada? Quem hoje mesmo não copia um cd de música ou faz cópia de um livro? Quem realmente dá crédito daquilo que ensina para seus professores? Quem já não “roubou” um dinheirinho da carteira da mãe (minha mãe falava que não era pecado! E eu e os meus irmãos acabávamos nem pegando mesmo, pois era permitido pegar, quando necessário). Quem já não usou fotos, poesias, músicas, idéias, nome, autoridade, ideais de outras pessoas? Aqui não estou julgando, mas trazendo um questionamento. Lembre-se que quando eu aponto um dedo para julgar a outra pessoa, três dedos ficam apontados para mim.O fato é acabamos roubando sim, e roubamos sem querer, roubamos principalmente tempo e energia de outras pessoas...
E por falar em atraso. Você chega no horário em seus compromissos? Chegar atrasado é roubar o tempo da outra pessoa, que deixou de fazer outras coisas para chegar na hora e encontrar você.Observe você. Em seu currículo de Yoga, estão os nomes de todos os professores que lhe ensinaram? Com a experiência de ministrar curso de formação e cursos de aperfeiçoamento em Yoga, já vi muitos alunos se esbaldando em aprender e de ensinar o que aprendeu comigo e no final colocando no seu currículo apenas nomes “mais importantes” que o meu. Acredito que seja sem perceber. E é esse o ponto importante que trago neste texto, percebemos como roubo algo muito distante de nós. Afinal não é fácil abrir mão daquele cd pirata, de copiar um livro ou de pegar uma idéia brilhante de alguém. Por fim, acabamos arrumando desculpas para satisfazer nossos desejos. Para realmente conseguir seguir asteya é importante que tenhamos um sentimento de suficiente.Um passo muito importante para conquistar este princípio de asteya é a observância, constante e diária, e é imprescindível que você se olhe de frente. Por isso, aqui sugiro um exercício durante um mês. Coloco um mês, pois de acordo com meu amigo David Lurey um hábito só se torna um hábito quando é repetido durante um mês, diariamente. Repita estas perguntas diariamente:
• Tenho feito proveito somente do que é meu?
• Estou utilizando algo de alguém sem permissão?
• Sou honesto com os ensinamentos que recebi dos meus professores?
• Minhas idéias são realmente minhas?
• Respeito a energia e o tempo das outras pessoas?
• Como posso melhorar?
A tarefa não é fácil, pois fazendo esses questionamentos teremos que deixar velhos hábitos para trás.
O assunto deste texto é asteya, o terceiro dos Yamas (princípios éticos do Yoga), estes princípio traz a observância para não roubar. Parece muito simples e temos quase a certeza de que esse princípio seguimos sem dificuldades, pois não roubar é ser honesto. E veja o que Patañjali escreve no Yoga Sutra sobre este principio:“Quando a honestidade estabiliza-se firmemente [no yogi], todas as jóias [riquezas] fluem em sua direção.”Honestidade é um dos princípios básicos do Yoga e quando se pratica este principio muitas riquezas surgem para nós. Assim como os outros princípios, este abrange vários aspectos da vida do yogi. É muito fácil perceber que não pegamos nada de ninguém a força, com um ladrão faz. Mas será que não estamos pegando pertences de outros sem nem mesmo perceber? E se pensarmos em políticos que roubam dinheiro de pessoas que morrem em hospitais públicos, isso é revoltante. Será que levamos realmente a sério a questão não roubar, ou simplesmente fingimos saber que não roubamos. Na adolescência quem já não pagou uma conta errada? Quem hoje mesmo não copia um cd de música ou faz cópia de um livro? Quem realmente dá crédito daquilo que ensina para seus professores? Quem já não “roubou” um dinheirinho da carteira da mãe (minha mãe falava que não era pecado! E eu e os meus irmãos acabávamos nem pegando mesmo, pois era permitido pegar, quando necessário). Quem já não usou fotos, poesias, músicas, idéias, nome, autoridade, ideais de outras pessoas? Aqui não estou julgando, mas trazendo um questionamento. Lembre-se que quando eu aponto um dedo para julgar a outra pessoa, três dedos ficam apontados para mim.O fato é acabamos roubando sim, e roubamos sem querer, roubamos principalmente tempo e energia de outras pessoas...
E por falar em atraso. Você chega no horário em seus compromissos? Chegar atrasado é roubar o tempo da outra pessoa, que deixou de fazer outras coisas para chegar na hora e encontrar você.Observe você. Em seu currículo de Yoga, estão os nomes de todos os professores que lhe ensinaram? Com a experiência de ministrar curso de formação e cursos de aperfeiçoamento em Yoga, já vi muitos alunos se esbaldando em aprender e de ensinar o que aprendeu comigo e no final colocando no seu currículo apenas nomes “mais importantes” que o meu. Acredito que seja sem perceber. E é esse o ponto importante que trago neste texto, percebemos como roubo algo muito distante de nós. Afinal não é fácil abrir mão daquele cd pirata, de copiar um livro ou de pegar uma idéia brilhante de alguém. Por fim, acabamos arrumando desculpas para satisfazer nossos desejos. Para realmente conseguir seguir asteya é importante que tenhamos um sentimento de suficiente.Um passo muito importante para conquistar este princípio de asteya é a observância, constante e diária, e é imprescindível que você se olhe de frente. Por isso, aqui sugiro um exercício durante um mês. Coloco um mês, pois de acordo com meu amigo David Lurey um hábito só se torna um hábito quando é repetido durante um mês, diariamente. Repita estas perguntas diariamente:
• Tenho feito proveito somente do que é meu?
• Estou utilizando algo de alguém sem permissão?
• Sou honesto com os ensinamentos que recebi dos meus professores?
• Minhas idéias são realmente minhas?
• Respeito a energia e o tempo das outras pessoas?
• Como posso melhorar?
A tarefa não é fácil, pois fazendo esses questionamentos teremos que deixar velhos hábitos para trás.
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