Ganesha simboliza a sabedoria, inteligência, amor, fertilidade e prosperidade. É o primeiro a ser invocado nas cerimônias para garantir o sucesso em qualquer empreendimento. Ele destrói todos os obstáculos materiais e espirituais. Os indianos dedicam à Ganesha o dia 9 de setembro para homenageá-lo (é feriado na Índia e as festividades duram uma semana)... veja "A História de Ganesha" postado no Blog em julho/2009

“O Yoga acredita em transformar o individual antes do universal.
Qualquer mudança que nós quisermos que aconteça fora de nós, deve primeiramente acontecer dentro de nós.
Se você caminha em paz e expressa esta paz em sua vida cotidiana, outros verão você e certamente aprenderão algo.”




segunda-feira, 24 de maio de 2010

GUIA POSTURAL




ADHO MUKHA SVANASANA – Postura do cachorro olhando para baixo

COMO FAZER: Apóie as mãos, joelhos e pés no chão, espalme bem os dedos das mãos; Distribua o peso por todos os dedos das mãos sobretudo indicador e polegar; Na inspiração empurre o chão para a frente e eleve os joelhos do solo esticando as pernas e erguendo o quadril em direção ao teto; Mantenha o abdômen contraído, enfatizando o fechamento das costelas;
Transfira o centro de gravidade para trás; A perna pode estar flexionada caso você ainda esteja conquistando o alongamento da parte de trás das pernas.

BENEFICIOS:
Melhora a artrite dos ombros; elimina rigidez das omoplatas; reforça tornozelos e modela as pernas; reforça os músculos abdominais e promove um alongamento do corpo. Ativa a circulação sanguínea e combate a depressão, melhora a respiração e acalma a mente. Remove a fadiga e revigora a energia do corpo.
Rejuvenesce as células do cérebro, exerce a ação sedativa no organismo; regulariza o ritmo cardíaco, alivia insônia e dor de cabeça. Pode ser realizada por pessoas com pressão alta.

Tempo é (muito mais que) dinheiro




Texto de Tales Nunes

Acostumamos a perguntar aos outros “oi, tudo bem?”, mais por conveniência do que realmente por interesse. Mas se nos atentarmos às repostas que obtemos com esta pergunta notaremos que a frase mais comum de se escutar é: “ na correria”, “cheio de coisa”, “na luta”. Essas frases têm um pano de fundo em comum. Por mais que a resposta indique que a pessoa está bem, indica também que ela está sem tempo, que está fazendo muita coisa, que está correndo atrás de coisas, resolvendo problemas.

Parece que estamos sempre em débito em relação a quantidade de tempo que temos disponível. Por mais que a nossa conta bancária esteja positiva, em troca, a nossa conta de tempo parece ser sempre negativa. De segunda a sexta-feira, são os dias úteis. Sábado e domingo, que deveriam ser dedicados a contemplação, ao lazer, mas cada vez menos o são, são dias inúteis? O lazer, a contemplação, o tempo com a família são inúteis? Quem colocou isso na nossa cabeça?

Hoje em dia somos educados e estimulados a sermos bons profissionais, a ganharmos dinheiro, a consumirmos, a pouparmos, a garantirmos uma segurança material, a competirmos. Porém, não somos ensinados a usar o nosso tempo para sermos bons pais, bons filhos, bons cidadãos. Todos nós já temos internamente um sentimento de inadequação e de insegurança e a tendência de nos compararmos com outras pessoas. Quando crianças, somos totalmente dependentes dos outros. Olhamos para nós mesmos e nos sentimos incapazes, pois nos comparamos com os adultos. Então olhamos para os nossos pais e depositamos a nossa confiança neles, na nossa cabeça eles são infalíveis. E à medida que o tempo passa, vemos que os nossos pais são falíveis e limitados, como nós. E com isso, perdemos a capacidade de confiar nas pessoas e até em nós mesmos.

Então depositamos a nossa confiança em super heróis, em astros de rock ou em um deus sentado em algum lugar, enquanto esse sentimento de inadequação e de insegurança nos acompanha quando adultos. Esses fatores psicológicos, individuais, aliados ao estímulo a competição e a nossa exposição constante ao paradoxo: consumo x poupança, impulsiona-nos a dedicar os nossos esforços quase que automáticos em trabalhos, com o objetivo de adquirir coisas e de mantê-las. Nós somos bombardeados por propagandas que nos estimulam a comprar, comprar, comprar para sermos felizes e, por outro lado, outras que dizem que devemos poupar, poupar, poupar para termos segurança futura.

Vivemos em meio a conflito de auto-imagem, ansiedades e medos que nos fazem correr, correr, correr. E nesse correr, nessa falta de tempo, não conseguimos apreciar a nossa família, os filhos, pais, irmãos. Temos cada vez mais dificuldade em apreciar a infância dos filhos, a velhice dos pais, o companheirismo dos irmãos, a companhia dos amigos. A nossa ansiedade com o futuro, insegurança financeira, medo de perder o que se adquiriu e o desejo de adquirir mais, faz com que apliquemos o nosso tempo de maneira muito pouco econômica e equivocada. E essa falta de discernimento nos separa de coisas extremamente importantes, como a família, amizades, o autoconhecimento, o engajamento social. Não nego aqui a correria como uma busca real por subsistência, especialmente em nosso país com tantas desigualdades sociais. Porém grande parte do mundo vive na correria, apesar de ter as suas necessidades básicas supridas.

O fato é que não vemos o tempo como um bem, vemos apenas o dinheiro como um bem. Se refletirmos, porém, veremos que o tempo está acima de todos os outros bens, uma vez que quando ele acaba, o resto não importa. E não se compra tempo. Seneca alertou aos romanos:

"Admiro-me quando vejo alguns pedindo tempo e aqueles a quem se pede serem complacentes; ambos consideram que o tempo pedido não é tempo mesmo: parece que nada é pedido e nada é dado. Joga-se com a coisa mais preciosa de todas, porém ela lhes escapa sem que percebam, já que é incorporal e algo que não está sob os olhos, por isso é considerada desprezível e nenhum valor lhe é dado. Os homens recebem pensões e aluguéis com prazer e concentram nessas coisas suas preocupações, esforços e cuidados. Ninguém valoriza o tempo, faz-se uso dele muito largamente como se fosse fortuito. Porém, quando doentes, se estão próximos da morte, jogam-se aos pés dos médicos. Ou, se temem a pena capital, estão preparados para gastar todos os seus bens para viver, tamanha é a confusão de seus sentimentos”. (Seneca)


Deveríamos ver o tempo como o maior de todos os bens. Assim, escolheríamos melhor com quem, com o que e onde iríamos gastar o nosso tempo. Gastar todo o tempo em busca de dinheiro pensando que vai nos trazer segurança é burrice, pois dificilmente nos sentiremos totalmente seguros. Essencialmente a insegurança está em nós e a idéia de segurança é relativa. Eu posso me sentir seguro tendo um carro e um apartamento, o meu vizinho talvez se sinta inseguro com dez apartamentos e uma conta bancária farta. De acordo com a revista britânica GEO de março de 2009, pesquisadores britânicos observaram por anos um grupo selecionado de 7.812 alemães e constataram que no primeiro ano após um aumento significativo de renda, houve um aumento na satisfação das pessoas. No segundo ano a mesma coisa. A partir do terceiro e quarto ano nenhuma satisfação a mais foi percebida. O Ved€nta já fala isso, mas as vezes precisamos de pesquisas para comprovar: a nossa felicidade não pode ser adquirida através das satisfações dos nossos desejos, porque assim que um desejo é saciado, outro surge, é sem fim. Foi justamente o que a pesquisa mostrou – guardadas as limitações de pesquisas desse porte, sugiro que constate esse fato na vida: com riqueza crescente, crescem também as exigências materiais das pessoas. É como uma bóia na maré alta.

Além disso, não temos como prever o amanhã. Mas igualmente não podemos negligenciar o futuro. Então, nos nossos cálculos diários, deveríamos colocar não apenas o dinheiro como um bem precioso, mas também o tempo. Talvez o maior presente que se possa dar a uma pessoa hoje em dia seja o tempo, mais do que qualquer outra coisa que o dinheiro possa trazer. Tempo junto, tempo de conversa, de presença. Apenas dando tempo a nós mesmos, dedicando-nos ao autoconhecimento, e também às pessoas ao nosso redor, especialmente às nossas crianças, talvez estejamos contribuindo de maneira muito mais eficaz para um futuro mais “seguro” para nós e para o planeta. Aproveite o tempo com as pessoas que estão ao seu lado, fazendo de cada momento algo precioso.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A NECESSIDADE DE SER FELIZ


TEXTO DE TALES NUNES

Todos nós possuímos desejos. Os desejos não surgem em nós misteriosamente, eles são cultivados. Primeiro surge um pensamento que é desenvolvido, alimentado e, como consequência, torna-se um desejo. Nós cultivamos desejos assim como cultivamos nossas plantas. Regamo-os e adubamos a terra para que eles ganhem força. Porém, quando necessitamos podá-los, não sabemos qual ferramenta usar, pois a plantinha virou uma árvore frondosa. E acabamos confundindo desejos com necessidades.

Desejos são cultivados, necessidades independem da nossa vontade ou da nossa contribuição consciente para existirem. A fome, por exemplo, não é um desejo, é uma necessidade. Todos nós sabemos disso. Poucos de nós reconhecemos, porém, que a felicidade é igualmente uma necessidade. E felicidade não é o oposto da tristeza, o oposto da tristeza, digo, é a alegria. Felicidade é plenitude. Todos nós temos uma necessidade interna de sermos felizes. Uma necessidade de sermos livres da limitação. Nós temos uma conclusão íntima de que somos limitados e queremos nos livrar dessa conclusão.

Se você tem um desejo, que é cultivado, você tem opção de realizá-lo ou não. E você pode não ter os meios de satisfazê-lo. Um montanhista precisa ter pernas e braços para escalar. Uma telefonista precisa escutar para executar o seu trabalho. Porém, se você possui um desejo que é natural, que não é cultivado, ele está fora do seu controle e, naturalmente, você possui os meios de realizá-lo. Assim é a ordem do Universo, se existe uma necessidade, há os meios de suprir essa necessidade. Você tem fome e a natureza lhe fornece os meios de supri-la; você precisa respirar e a natureza lhe provê o ar necessário; você sente sede, há água para saciá-la.

Sabemos o quão é difícil abrir mão de desejos quando estes estão estabelecidos. Das necessidades, por sua vez, não temos nenhuma liberdade para decidir que não vamos supri-las. Nós não podemos abrir mão de querermos ser pessoas, plenas, livres. Todos nós, por diferentes meios, buscamos a completude e a liberdade. Então, só temos uma opção: realizar essa necessidade. Pois, certamente a natureza nos proveu de todos os meios de realizarmos essa necessidade.

Podemos perguntar, então: de onde vem essa necessidade básica? Vem da nossa verdadeira natureza, que é de completude. Em diversos momentos das nossas vidas nós experimentamos a felicidade. E com essa lembrança interna seguimos em busca de uma experiência mais duradoura, achando que a encontraremos fora de nós. Não conseguimos reconhecer que o objeto exterior apenas fez com que relaxássemos e revelou a nossa real natureza.

Não reconhecendo essa felicidade dentro de nós, buscamos meios para realizar essa necessidade que não são eficientes. De tal maneira que podemos observar que nós continuamos buscando, buscando, buscando e parece que nunca alcançaremos a tão esperada felicidade. Isso acontece porque a felicidade não pode ser adquirida, ela já faz parte de nós. Todas as experiências que achamos que vão nos trazer completude, quando atingidas sentimo-nos realizados, porém a mente logo sente-se entediada e sai em busca de outra coisa. Observe esse processo acontecer e reconheça-o. Essa observação é fundamental no caminho do autoconhecimento.

Ao reconhecermos essa busca que parece não cessar, o que devemos fazer, abandonar a busca que é movida pela necessidade? Se é uma necessidade, não temos como abandonar, pois é natural. Mas ao mesmo tempo não conseguimos satisfazê-la. Então chegamos a um impasse. Não tenho como abandonar a necessidade de ser completo e não conheço os meios para satisfazê-la.

Analisando isso, nos sentimos desprotegidos, desamparados como uma criança. Temos uma profunda carência, mas fomos educados a não reconhecê-la e muito menos a pedir ajuda para resolvê-la. Então mascaramos esse sentimento com um ar de autoconfiança perante a maior parte das pessoas e o extravasamos em momentos de intimidade, nos relacionamentos mais próximos. E assim seguimos projetando a nossa completude em objetos, em realizações e nas pessoas que quebram a nossa armadura e conseguem se aproximar do ser carente que somos.

Qual a saída então? Adquirir coisas não é a solução. O que desejamos não é uma coisa. Felicidade é uma coisa? Felicidade, plenitude e liberdade não são coisas, não podem ser adquiridas por nós, pois já somos liberdade e felicidade. A felicidade está exatamente onde está o que nos aprisiona. Onde está o aprisionamento, na nossa testa? A testa não se sente pequena. Ela não tem complexo. Ela simplesmente é, assim como os animais. Animais não têm conflito com auto-imagem.

“Eu não sou bom o suficiente, eu sou limitado, sou infeliz” é uma conclusão que existe na idéia que nós temos de nós mesmos. Está na nossa mente. O que nos aprisiona e nos faz infelizes é a nossa própria mente. A liberdade não está fora de onde está o que nos aprisiona. Quantas pessoas na história da humanidade descobriram a liberdade e a felicidade dentro de uma cadeia! Portanto, a liberdade e a felicidade não estão fora, no amanhã, no céu, no pós-morte.

Descobrir é o que nós precisamos, já está tudo aqui, já possuímos tudo, não iremos produzir nada de novo dentro de nós. Para descobrir não é necessário fazer força, transformar, mudar, agir. Qualquer verbo que use para expressar o que é necessário não é totalmente adequado, porque não é uma ação que vai nos levar à felicidade. Talvez os verbos mais adequados a se usar sejam “relaxar” ou “entregar”. Mas relaxar não é uma ação, é uma atitude.


O que é necessário é uma mudança cognitiva, uma mudança na maneira como nos enxergamos e como enxergamos o mundo. Primeiro, é preciso reconhecer que nós não somos separados do Todo e que o mundo não é um ambiente hostil do qual precisamos nos defender. Tudo está dentro de uma Ordem perfeita e nós fazemos parte dessa Ordem. Segundo, é importante fazermos o que for o nosso dever para mudarmos em nós e no mundo o que for possível mudar, para contribuir com o Todo. Terceiro, é fundamental, para mantermos a nossa mente tranquila, abrirmos mão do controle e relaxarmos quanto ao resultado das nossas ações, pois o que recebemos como resultados delas é um grande mistério e faz parte de uma Ordem sobre a qual não temos controle.


Por fim, percebemos que a vida é um fluxo constante de transformações. Relaxados, conseguimos assistir a esse grande espetáculo com serenidade e contemplação, sem perdermos o nosso estado natural, que é de paz e felicidade. Para isso, precisamos abrir mão de uma auto-imagem estática, de nós e do mundo, construída desde muito tempo, e seguir o fluxo de transformação constante da vida. E como um rio que passa, passamos pela vida, com placidez e beleza, sem a necessidade de querermos sugar dos outros e das coisas a nossa felicidade, mas reconhecendo-a em nós mesmos. Quando reconhecemos a felicidade em nós mesmos, reconhecemo-a em todas as situações, até mesmo nos momentos de tristeza ou solidão. Então não somos mais aqueles que constantemente querem tirar do mundo, tornamo-nos aqueles que acrescentam ao mundo. Aqueles que ajudam os outros a suprir as suas necessidades, inclusive a de descobrir a felicidade.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mensagem

“A vida nos oferece uma porção de prazeres, dor, aborrecimentos, felicidade...
Mas você deve entender uma coisa: é temporário.
A vida muda.”

Yogi Bhajan

quinta-feira, 18 de março de 2010


PENSAR É TRANSGREDIR

Por Lya Luft

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

*******Fiquei muito Feliz quando li este texto e visualizei alguns conceitos ligados ao universo do yoga ...entre eles o conceito de samskaras e samsara...se não pararmos para rever nossos pensamentos e atitudes frente a vida estaremos sempre girando a mesma roda e voltanto sempre para o mesmo lugar e para padrões antigos de comportamentos... e este é o momento de evoluir!
Namaskar!**********
Deza

quarta-feira, 17 de março de 2010

HORA DO PLANETA

Em 27 de março, das 20h30 às 21h30, o mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global.


A Hora do Planeta 2009 teve meio bilhão de participantes em 88 países.
Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor e outros ficarão uma hora no escuro.


Com a sua ajuda, este ano vamos chegar a 1 bilhão de participantes. Será uma demonstração grandiosa de que a população do planeta exige o combate aos efeitos das mudanças climáticas.

Acesse: www.horadoplaneta.org.br

sexta-feira, 5 de março de 2010

PARA TOCAR A ALMA E O CORAÇÃO



TRADUÇÃO:

"Você é minha mãe, você é meu pai, é minha família e meu amigo. É meu conhecimento e minha riqueza. Você é tudo, a luz das luzes é você"

AOS MESTRES

AOS MESTRES