Ganesha simboliza a sabedoria, inteligência, amor, fertilidade e prosperidade. É o primeiro a ser invocado nas cerimônias para garantir o sucesso em qualquer empreendimento. Ele destrói todos os obstáculos materiais e espirituais. Os indianos dedicam à Ganesha o dia 9 de setembro para homenageá-lo (é feriado na Índia e as festividades duram uma semana)... veja "A História de Ganesha" postado no Blog em julho/2009

“O Yoga acredita em transformar o individual antes do universal.
Qualquer mudança que nós quisermos que aconteça fora de nós, deve primeiramente acontecer dentro de nós.
Se você caminha em paz e expressa esta paz em sua vida cotidiana, outros verão você e certamente aprenderão algo.”




sexta-feira, 4 de junho de 2010

UMA VIAGEM DE SI PARA SI MESMO


Ás vezes podemos ter a sensação de que a vida insiste em nos fazer recomeçar e que estamos fazendo alguma coisa errada, que não estamos saindo do lugar ou estamos voltando sempre ao ponto de partida. As chances disto ser verdade são imensas e no momento em que assumimos a possibilidade real do erro, precisamos parar, respirar, meditar e tentar encontrar um caminho diferente.
Refletir sobre si mesmo, sobre suas escolhas, suas histórias, suas atitudes e pensamentos já é um bom começo, mas talvez a solução seja o que propõe o nosso querido Professor Hermógenes em seu tão conhecido mantra:
“Entregar, confiar, aceitar e agradecer”
Entregar, soltar, deixar fluir...
Á vezes só precisamos mesmo é viver o momento presente, arriscar mais, “soltar a alça” e permanecer confiante de que no fim, tudo vai dar certo...
Outra possibilidade que pode nos ajudar bastante é a faxina. Limpeza geral!
Ás vezes começar limpando o que está do lado de “fora” pode nos ajudar a limpar e a organizar o que está do lado de dentro. Por isto, é sempre bom esvaziar algumas gavetas, armários, caixas....jogar fora o que já não serve mais e organizar aquilo que ainda pode ser reaproveitado de alguma maneira.
A faxina interna é mais difícil, porque não se pode “esvaziar” o coração e “jogar fora” os sentimentos (embora algumas pessoas consigam fazer isto com mais naturalidade do que outras). Para que a faxina interna ocorra verdadeiramente, temos que mudar os sentimentos, as sensações, algumas lembranças e principalmente a auto-imagem. A gente precisa se “reinventar”. Este processo não é fácil. Muitas vezes a gente prefere ficar sentado esperando a dor passar até que alguém acenda uma luz e nos mostre que precisamos continuar, precisamos organizar a bagunça interna.
Talvez tenha sido esta a grande dificuldade de Arjuna quando se nega a entrar no campo de batalha no Baghavad Gita. Arjuna não queria lutar contra todos os sentimentos com os quais já havia se acostumado (Sentimentos representados na obra pelos seus familiares). Arjuna preferia morrer do que passar pela dor da batalha, de ter que matar seus próprios parentes... Preferia literalmente entregar os pontos, cair em depressão. Então Krishna acende a luz e diz:
“levanta e luta!”...
E então, começamos a reagir, começamos a lutar e neste mesmo instante novos horizontes se abrem e a agente passa a enxergar melhor as coisas não vistas antes, enxergar com novos olhos, com um novo coração. A gente percebe que depois da faxina sobra mais espaço para recomeçar sem o peso de antes, sem repetir as mesmas histórias.
A gente passa a reconhecer o “velho” de um novo jeito e o “novo” de coração realmente aberto.
E diante das inúmeras possibilidades que a vida nos oferece sejam elas positivas ou negativas, mesmo que a gente erre ou acerte, mesmo que a gente retorne ao ponto de partida, a vida é outra, o tempo é outro e sempre é possível recomeçar e reaprender a viver de um jeito diferente em cada recomeço.

Hari om!
Por Andreza Plais
(Contribuição: Paulo Alves)

Um comentário:

Julio Cézar disse...

Parabéns pelo texto Andreza!
Quando você falou sobre faxina, logo me veio à cabeça o Feng Shui. Lá, essa ação remove toda energia psíquica acumulada no seu espaço que está sob a forma de sujeira e entulhos. No entanto, faxina dá trabalho, consome tempo e gasto de energia e, por isso, poucos enfrentam essa tarefa com disposição. E sobre a faxina interna então? Acredito, conforme você mesma disse, que para vencermos essa inércia, que é inerente a nós humanos, devemos reconhecer o que deve ser mudado por meio da meditação e recolhimento. Um pequeno passo de cada vez, mas um passo sempre constante, nos conduz sempre a lugares distantes.
Namastê!

AOS MESTRES

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